Sampa Guide

Desde que voltei a blogar, volta-e-meia eu mencionava aqui e ali os projetos pessoais em que vinha trabalhando – não sem um certo mistério.

No post de setembro passado, eu dei um pouco mais de detalhes sobre um deles, o que continha fotografias da cidade de São Paulo, e falei do plano de lançá-lo agora em janeiro no aniversário da cidade de São Paulo.

Pois bem… o dia chegou, mas o site não está pronto…

Mas isso não vai me impedir de “lançá-lo” assim mesmo! Hahahaha!!!

Mesmo que seja uma versão alfa

Veja, o site não está pronto e a realidade é que nunca estará totalmente pronto.

Hoje, o site tem pelo menos 25 páginas cujo conteúdo eu considero estarem prontas.

Outras tantas páginas já tem as imagens, mas falta o texto que os acompanha.

E ainda tem várias pendências de natureza técnica, como por exemplo:

  • A infra-estrutura provida pelo name.com se mostrou instável e com isto volta-e-meia os meus sites hospedados lá saem do ar.
  • Fiz uma customização num plug-in do WordPress e como consequência, toda vez que o plug-in é atualizado – o que acontece de forma automática periodicamente, parte do conteúdo do site “some” até que eu refaça a customização.
  • O desempenho é lento, principalmente por conta do tamanho das imagens.

Para cada um destes itens, eu já tenho idéia do que fazer. Só preciso separar tempo pra isso. Só que a data “bacana” pra lançar o site – no aniversário da cidade – chegou, então vou lançar assim mesmo. Aqui, entre os amigos. Quem sabe no próximo aniversário eu já esteja com a versão “final” pronta. Vamos ver…

Com vocês, o Sampa Guide, um guia para explorar e se perder em São Paulo.

http://sampaguide.com/pt/blog/

Retrospectiva de 2015

2015 foi um ano “interessante”. Depois de bastante tempo onde o plano era não ter plano, eis que resolvi dar uma nova guinada.

Corrida

Voltei a correr no finalzinho de 2014. Vinha treinando bem, ganhei ritmo e cheguei a completar uma meia-maratona. Mas no segundo semestre eu dei uma relaxada nos treinos e pra fechar o ano com uma certa vergonha, saí uma única vez para correr agora em dezembro – e foram míseros 2Km.

A única coisa que salvou dezembro de um vexame total e retumbante foi que esses 2Km foram percorridos descalços no chão duro com o calçamento variando entre pedra portuguesa, asfalto e concreto. Apesar de algumas bolhas no pé, a experiência me fez querer mais.

Retrospectiva 2015 - Corrida
Retrospectiva 2015 – Corrida

Peso

Juntamente com a volta aos treinos, passei a tomar mais de cuidado com a alimentação. Não tanto quanto a quantidade, mas sim com a regularidade e a qualidade do que eu vinha comendo.

Havia mais de uma década que eu não tinha o hábito de tomar café da manhã regularmente. Num dia típico eu chegava até a hora do almoço com somente duas canecas de café com leite no estômago. Isso não faz nada bem para o nível de insulina no organismo.

Por volta de fevereiro ou março, eu procurei passar a tomar café da manhã nos primeiros 30 minutos depois de acordado. E garantia a ingestão de pelo menos 30g de proteína, mais uma porção de carbohidratos e mais uma porção de algum vegetal. Procurei não ficar mais que 3 ou 4 horas sem comer alguma coisa.

Praticamente abolí o consumo de carbohidratos brancos e/ou refinados como arroz, derivados de trigo como pães, macarrão, bolos, biscoitos, etc. das refeições diárias deixando-os para ocasiões “especiais”. A ingestão de carbohidratos vinha basicamente de coisas como feijão, grão-de-bico, lentilhas, etc.

Mas depois de alguns meses eu comecei a relaxar e a coisa descambou de vez em setembro depois que voltei a trabalhar. Apesar de continuar tomando café da manhã, eu troquei o combo proteína+carbohidrato+vegetal por granola – que apesar de relativamente saudável, acredito ser pior do que eu vinha comendo.

De forma geral, continuo seletivo na hora do almoço e raramente pego arroz ou algum tipo de massa. Mas é no intervalo entre as refeições que o bicho pega. Lá no trabalho tem uma mesinha com café, chá, torradas e… biscoitos recheados. E biscoito, você sabe, é basicamente trigo ultra processado, gordura vegetal e açúcar – uma verdadeira bomba. É difícil resistir, então facilita muito quando eu levo alguma coisa de casa.

O resultado da redução da carga de treinos e da relaxada na alimentação é que depois de chegar ao meu melhor peso em provavelmente duas décadas, eu voltei a ganhar peso. Ainda estou melhor que no começo do ano, mas tenho que tomar cuidado por que já são três meses seguidos ganhando peso.

Retrospectiva2015 - Peso
Retrospectiva2015 – Peso

Fotografia

Em 2015 eu praticamente deixei as paisagens naturais de lado e foquei em temas urbanos como street, documental e arquitetura.

Se por um lado eu tive uma pequena decepção quando nenhuma foto minha foi aceita na XIX Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores de Ribeirão Preto, eu tive uma fotografia aceita no 5º Salão Nacional de Arte Fotográfica de São Caetano do Sul, algumas imagens destacadas no blog do Flickr (1, 2, 3, 4), um prêmio no concurso mensal da Angel Foto, etc.

2015 também foi o ano em que a fotografia começou a render algum dinheiro através de licenciamento e da venda de prints.

Livros

Biblioteca Mário de Andrade
Biblioteca Mário de Andrade

Comecei o “ano” em março lendo The 4-Hour Workweek do Tim Ferriss. O podcast do cara é excelente. Ele entrevista pessoas dos mais diversos backgrounds em busca identificar o que as torna únicas em suas respectivas áreas de atuação. Já o livro tem idéias interessantes, mas alguns trechos parecem snake oil. No geral, acredito que valeu a pena ter lido o livro, mas ainda prefiro o podcast.

Uns tempos depois comecei a ler o excelente Capital in the Twenty-First Century – que estava na minha To Do List havia alguns meses. Este é um livro que estou lendo devagar já que em alguns momentos o Thomas Piketty carrega no economês. O bacana do livro, é que o argumento do cara sobre a riqueza, renda e desigualdade é baseada em dados – não em viagens teóricas ou retórica.

A partir de julho eu comecei a comprar alguns livros técnicos para ajudar na construção de um site que estou/estava desenvolvendo. Entre eles, o excelente JavaScript: The Definitive Guide e alguns sobre CSS.

Com a volta ao trabalho em setembro, eu comprei um monte de livros para me atualizar na plataforma Microsoft. Entre eles, o excelente CLR via C#.

A partir do finalzinho de novembro eu voltei a ler alguns livros não-técnicos que estavam na minha To Read List já havia bastante tempo.

O primeiro deles foi o The $12 Million Stuffed Shark: The Curious Economics of Contemporary Art para entender um pouco a economia por trás do mercado de arte. Bem distante (mas muito, muito mesmo) da realidade das minhas “fotinhas”, mas ainda assim, uma leitura bem interessante. Resumindo a estória: Segundo o autor, o mercado de arte contemporânea é movido mais por vaidade, status e marketing do que pela qualidade da arte em si.

Depois peguei pra ler outro livro que estava na lista já haviam vários meses e que volta-e-meia eu me pegava pensando que em algum momento eu tinha que ler: The Information Diet: A Case for Conscious Comsumption

O livro faz uma analogia interessante entre o consumo de informação e o consumo de calorias (alimentos). O texto tem idéias interessantes, mas por ter ficado na wish-list por tanto tempo, talvez eu tenha criado expectativas de mais.

Um insight interessante do livro é que muita gente ao vasculhar a web, jornais ou o noticiário está na verdade procurando por afirmação e não informação. Eles não querem os fatos. Só querem uma opinião baseada em parte dos fatos. A parte que coincide e reforça a opinião deles.

Trabalho

Depois de dois anos de período sabático, em setembro eu voltei a trabalhar com TI. Mais especificamente com o desenvolvimento de sistemas na plataforma Microsoft.

Eu já tinha tido um gostinho do que seria voltar a programar enquanto estudava JavaScript para desenvolver o site para um dos meus projetos pessoais. Mas trabalhando por conta própria – e durante o meu sabático em particular – a realidade é que eu fazia o que eu queria quando bem entendia – o que na prática quer dizer que não saia muita coisa.

No trabalho, a coisa é diferente. É bacana, é desafiador e o que é melhor: Tem resultados palpáveis. Depois de fazer alguma alteração qualquer, basta executar a aplicação ou os testes automatizados com o profiler ligado para ver o resultado do trabalho. Ver um memory leak ir embora ou o tempo de processamento de uma rotina cair de hora e meia para menos de cinco minutos é muito, mas muito legal! É bom estar de volta!

Saideira

Sol, Praia e Cerveja Gelada
Sol, Praia e Cerveja Gelada

2015 foi um ano de despedidas, de encontros e reencontros. Foi também um ano fechar um ciclo e de alguns recomeços.

Que 2016 seja um ano porreta!

 

P.S.: Continuo firme e forte no Cold Shower Therapy há mais de um ano. Saia da zona de conforto!

A Fantástica Fábrica de Cimento

Ontem estive pela segunda vez no bairro de Perus. A primeira vez foi em 2012 pela Jornada Fotográfica. Desta vez, fui pela FotoJornada, sucessora da Jornada Fotográfica – ambas coordenadas pelo André Douek.

Esperava poder fotografar novamente a fábrica abandonada da Companhia Brasileira Cimento Portland, mas desta vez fomos impedidos por uma pessoa que sem qualquer identificação fechou a portão de entrada quando viu a quantidade de fotógrafos que estavam chegando. Segundo esta pessoa, o acesso ao terreno não era permitido – apesar de enquanto estivemos lá na frente, duas pessoas saíram de lá com um carrinho de mão cheio e pelo menos dois carros entraram e outros dois saíram de lá de dentro.

Moradores da região dizem que o local hoje é usado durante os finais de semana e feriados por policiais militares que ali praticam paintball – segundo esta versão, de forma irregular. Aparentemente, 40 fotógrafos andando pra lá e pra cá fotografando tudo ia estragar a brincadeira.

Seguem algumas fotos que fiz dentro da fábrica em 2012:

E aqui algumas fotos que fiz ontem:

Vila Maria Zélia

Ontem estive mais uma vez na Vila Maria Zélia. Desta vez, fui pela FotoJornada organizada pelo André Douek e foquei na coleta de material para elaborar panorâmicas 360 graus.

Deste material, só o primeiro photo sphere está pronto, mas não consigo exibí-lo aqui no blog, pois o site do Google que permitia o embeding de photo spheres (o falecido Google Maps Views, que o Saci o tenha) foi tirado do ar e como efeito colateral a mesma funcionalidade foi retirada do Google Maps. Eles prometeram que a funcionalidade volta até o final do ano, então neste meio tempo, o photo sphere deve ser visto direto lá no Google Maps em: https://goo.gl/maps/uB2NNXFgfSk.

Seguem algumas fotografias feitas em visitas anteriores à vila.

Tem Mas Acabou

Hoje foi o último dia do meu período sabático. Amanhã eu volto a trabalhar com desenvolvimento de sistemas.

Há pouco mais de dois anos quando pedi demissão do meu último emprego, a única coisa que eu sabia era que queria passar um tempo viajando, fotografando e fazendo o que mais me desse na telha.

Nos últimos meses volta-e-meia eu me pegava perguntando a mim mesmo: “Afinal… O que foi que eu fiz nesse tempo todo?!?”

Bom… Até pra que eu não esqueça, segue um breve relato (que será ainda mais resumido já que já andei falando sobre algumas dessas coisas aqui no blog):

De agosto de 2013 até janeiro de 2014 eu viajei bastante pelo Brasil (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Espírito Santo e Bahia) e dei uma esticadinha pro Chile.

Tirando a viagem pra Minas e parte da viagem pra Bahia, o objetivo principal das outras viagens era fotografar. E as viagens renderam.

Essa foto ai embaixo foi feita no Deserto do Atacama no Chile e acabou se tornando a minha primeira venda no sistema royalty-free pelo 500px Prime.

Já a foto abaixo foi feita nos Lençois Maranhenses e foi aceita no 5o Salão Nacional de Arte Fotográfica.   Areia, luz e sombras

 

Diferentes circunstâncias fizeram com que ainda no início de 2014 eu parasse com as viagens e decidisse focar na feitura de imagens sobre a cidade de São Paulo.

Andei muito pela cidade. Fotografei muito. Muita coisa já andei soltando por aí no Facebook, Google+, Instagram, Flickr, etc. Outras coisas continuam inéditas.

Mapa com locais de fotos feitas em São Paulo
Mapa com locais de fotos feitas em São Paulo

Em 2015 continuei, mas diminuí um pouco as andanças pela cidade e comecei a trabalhar nos sites pra dar vazão às imagens feitas. O primeiro a ser “lançado” foi o http://alfredmyers.photography – feito às pressas depois que resolvi tirar lá no 500px.

O site com as fotografias sobre a cidade de São Paulo está tomando muito mais tempo do que eu imaginava inicialmente. O maior motivo pra isto é que conforme a montagem do site foi avançando, eu senti falta de textos que acompanhassem as fotos. Para escrever os textos, eu fui atrás de pesquisar os locais fotografados. Uma coisa leva a outra e quando eu vi, eu estava trabalhando em um outro site – não o que eu tinha idealizado inicialmente.

Pra piorar a situação, eu não estou contente com o desempenho do site. Ele está bem pesado por conta da quantidade de imagens e a forma como o WordPress lida com elas.

Durante o último mês eu mergulhei de cabeça no estudo de JavaScript. Ainda não terminei de ler o livro mencionado no post sobre o assunto, mas estou quase no fim. Na sequência, o plano é ler alguns livros sobre CSS e depois uns livros sobre desempenho voltado pra web.

Com tudo isso e a minha volta ao trabalho, o ritmo de desenvolvimento do site já diminuiu e o plano atual é lança-lo em janeiro de 2016 no aniversário da cidade de São Paulo. Vamos ver… vamos ver…

Wish me luck!

 

Let it flow

A nice Sunday morning read:

http://code.flickr.net/2015/09/01/the-data-freshener/

But it amazes me that, as an industry, we’re still dealing with these kinds of problems (synchronizing data between different layers) after all these years.

I remember first coming across this issue back in 2003/2004 when developing a Windows Forms + ADO.NET front-end connecting do a SQL Server Back-end.

Sure, the technology stack is completely different and Flickr’s scale is way way bigger, but the problems are fundamentally the same.

One would have guessed that after all these years, we would have learned a couple of lessons from the database replication/synchronization field, applied them to the problem at hand and stopped reinventing the wheel.

Maybe we could all learn something from fluid dynamics.

Data should flow between the different layers the same way a shot of vodka flows when poured into a glass of cashew juice. Hic!

Bom Retiro Aluga

Hoje faz um mês da minha primeira visita ao Bom Retiro para ver a situação por lá.
Algumas semanas antes eu tinha visto em algum lugar – não lembro se na TV ou na internet – que o comércio de lá estava em crise.
Depois de ouvir de vários colegas que a imprensa estava trabalhando contra o governo exagerando os efeitos da crise, eu resolvi ir lá ver com os meus próprios olhos.
Fui numa quarta-feira a tarde (22/07/15) levando a minha câmera “pequena” (uma mirrorless) e em 34 minutos eu fiz as 26 imagens nos locais indicados no mapa abaixo:

Clicando em cada marcador no mapa acima, é possível ver a imagem feita naquele local. Para ver o mapa em tela cheia, clique aqui.

Se preferir, pode ver as mesmas imagens no álbum abaixo. Clique nas laterais da imagem para avançar ou retroceder no álbum.

Bom Retiro Aluga

Fiz uma segunda visita ao bairro numa quinta-feira a tarde (13/08) levando novamente a minha câmera “pequena”. A idéia era percorrer as ruas que eu não tinha percorrido durante a primeira visita. Em 1:11 eu fiz 57 fotos de pontos comerciais diferentes. Todos fechados.

Infelizmente, ao chegar em casa, percebi que eu não tinha registrado as coordenadas de GPS – provavelmente por mau-contato entre ele e a câmera. Por conta disto, eu planejei uma terceira visita ao bairro para refazer na medida do possível o trajeto da segunda visita, mas coletando as coordenadas de GPS de cada um dos locais fotografados.

As imagens desta segunda visita estão abaixo, mas sinta-se a vontade pra pular diretamente para as imagens da terceira visita que em grande medida são os mesmos lugares da segunda.

Bom Retiro Aluga II

Na terça-feira passada (18/08) eu fiz a terceira e provavelmente última visita ao bairro com a intenção de coletar material pra esta série. Diferentemente das duas primeiras vezes, eu levei a minha câmera “grande” com uma grande angular. A idéia era captar um ângulo de visão mais aberto onde desse para ver melhor as outras lojas em torno de cada um dos pontos comerciais fechados. O resultado desta última visita foram 104 imagens coletadas nos locais indicados no mapa. Como no mapa anterior, clicando-se no marcador abre-se a foto correspondente. Para ver o mapa em tela cheia, clique aqui. Se preferir, veja as fotos no álbum abaixo: Bom Retiro Aluga III

Por fim, elaborei um slide-show com 130 das imagens coletadas durante a primeira e terceira visitas. O vídeo é meio longo com pouco mais de 14 minutos, mas hey… São 130 fotos cada uma delas com pelo menos uma loja fechada pra alugar.

O mapa consolidando a primeira e terceira visitas pode ser visto em tela cheia aqui.
Alguns detalhes importantes: Eu procurei deixar de fora os pontos comerciais fechados que não tinham uma placa de “Aluga-se”. Também procurei deixar de fora sobre-lojas e residências que tinham placas de “Aluga-se” ou “Vende-se”. Se eu tivesse coletado material destes lugares, o volume de imagens provavelmente teria triplicado.
Embora eu tenha tomado o cuidado de não incluir lugares repetidos, pode ser que um ou outro tenha passado desapercebido. Se você encontrar algum, por favor avise-me.

Aprendendo JavaScript – da perspectiva de um desenvolvedor .Net

Eu venho futucando com JavaScript pelo menos desde 1998 ou 1999. Talvez um pouquinho antes.
Mas a grande verdade é que eu nunca peguei pra aprender a linguagem – e uma plataforma correspondente – com o mesmo empenho e na mesma profundidade que dediquei a outras como, por exemplo, Clipper ’87 e 5; Microsoft Access (Access Basic e depois VBA); Visual Basic e por fim C# e VB.NET.

Sempre que precisei fazer alguma coisa que fosse executado num browser, eu partia de uma base fundamental de conhecimento (boa parte da qual aplicável a outras linguagens) e aprendia o resto sob demanda, muitas vezes na base da tentativa e erro, mexendo aqui e ali até conseguir fazer a coisa funcionar – ou desistir.
Muitas vezes, uma parte do conhecimento adquirido na execução da tarefa acabava se perdendo já que no dia-a-dia, o meu foco estava focado em aplicações front-end nativas (que rodam fora do browser) e sistemas back-end usando outra technology stack.

Bom… Há pouco mais de uma semana eu fiz umas fotos lá no Bom Retiro e vi no material uma boa oportunidade de brincar com uma idéia que que venho querendo implementar já há algum tempo.

A idéia era distribuir num mapa marcadores apontando para os locais onde cada foto foi feita. Clicando ou tocando no marcador, abre-se um painel flutuante com a foto correspondente.

Se a resolução do dispositivo que você está usando for baixa, talvez você prefira ver o mapa rodando em tela cheia fora do blog. Neste caso, siga este link, mas não se esqueça de voltar pra cá!

Durante a prototipação eu encontrei as dificuldades costumeiras para quem detém somente um conhecimento básico de uma das ferramentas que está usando – nesse caso JavaScript – e nenhum conhecimento do restante do ferramental: JSON, JSONP, jQuery (que acabei não usando) e as APIs do Flickr e do Google Maps.

Mas o que me deixou particularmente frustrado foi uma hora em que eu estava tentando fazer o painel flutuante funcionar. Na pressa e não tendo lido a documentação com a atenção necessária – especialmente o trecho

The content of the InfoWindow may contain a string of text, a snippet of HTML, or a DOM element. To set the content, either specify it within the InfoWindowOptions or call setContent() on the InfoWindow explicitly.

, eu passei o olho no trecho abaixo
e traduzí isso usando o meu conhecimento de C# e VB.NET como sendo um construtor com um parâmetro nomeado – parâmetro este que seria atribuído à propriedade content do InfoWindow Como eu estava reaproveitando o InfoWindow pra exibir as diferentes fotos, era necessário alterar seu conteúdo cada vez em que o marcador fosse clicado e para isto, eu atribuía o conteúdo a infoWindow.content em outra parte do código. O problema é que infoWindow.content que na terminologia do JavaScript é uma propriedade está implementado no que seria equivalente no .Net a um campo (public instance field) e não uma propriedade (property) Num campo, o código externo referencia o campo diretamente, enquanto que numa propriedade o acesso se dá pelo que chamamos property accessors que nada mais são que rotinas que são executadas para obter ou atribuir um valor à propriedade. O detalhe é que a rotina pode fazer outras coisas além disto, como por exemplo, atualizar a UI com o valor recebido. Pois bem, InfoWindow.content não tem o código necessário para atualizar a UI. Depois de bater um pouco a cabeça eu acabei descobrindo que deveria usar InfoWindow.setContent() e então o problema foi resolvido. Depois deste episódio e levando em conta que muitas das coisas que estou querendo fazer envolvem JavaScript, resolvi tomar vergonha e estudar o assunto na profundidade que ele merece. Para tanto, comprei o JavaScript: The Definitive Guide.

O livro é um calhamaço com mais de 1000 páginas sendo que destas, umas 700 podem ser lidas sequencialmente. As outras 300 tem o formato referência “guia” de referência para a linguagem e os recursos client-side do JavaScript. Tendo lido um pouco mais que 250 páginas, posso dizer que estou gostando bastante. Os primeiros capítulos foram os mais interessantes, já que foram apresentadas uma série de particularidades e nuances da linguagem – que eu não conhecia – de uma forma que foi possível mapeá-las com facilidade ao meu conhecimento existente na plataforma .Net e suas linguagens. Em vários momentos, eu lembrei dos livros de especificação do C#, VB.NET e do CLR via C# – excelentes títulos para quem quer dominar os conceitos fundamentais de .Net que servem de base para tudo que vem acima: ASP.NET, WPF, WCF, etc… Uma das primeiras coisas que me surpreendeu – e que tomei nota:

Mas tem muito mais: Particularidades sobre escopo de variáveis em funções aninhadas (closures) ou durante a execução de eval(), “herança” via prototypes, sutilezas do strict mode, funcionamento dos objetos nativos do JavaScript, delete, loop for in e por aí vai…

O nível de detalhe com o que o autor trata cada assunto me agradou bastante. Pelo menos enquanto ele trata de tópicos sobre os quais eu tinha nenhum ou pouco conhecimento, mas ficou meio chato em alguns trechos onde o mapeamento do conhecimento de JavaScript para C# é mais direto ou quando ele cria polyfills e outras alternativas para implementar em ECMAScript 3 recursos nativos do ECMAScript 5.

Neste último caso, eu achei que o código apresentado nem sempre tem o mesmo nível de qualidade e atenção a detalhe que o texto que o acompanha. Lendo o texto, em mais de uma ocasião foi possível elaborar o código mais simples e/ou mais robusto que o apresentado no livro.

O primeiro exemplo que me vem à cabeça, são os exemplos de código onde ele define o prototype de um construtor. Vários dos exemplos iniciais criam objetos para prototype do zero descartando no processo, o prototype original – ao invés de construir em cima dele. Embora as duas formas tenham os seus usos e aplicações, me parece que é mais usual ir adicionando os novos membros (propriedades e funções) em cima do prototype existente.

Outro trecho cansativo é o capítulo onde ele tenta emular no JavaScript, caraterísticas de orientação a objetos nativas a linguagens como Java (e C# apesar dele não ter citado este último) como encapsulamento, abstração, etc.

Muita gente deve querer e pedir por este tipo de exemplos, mas a impressão que dá, é que se está tentando forçar a linguagem a ser uma coisa que ela não é. As soluções apresentadas podem apetecer a quem reza unicamente pela cartilha da orientação a objetos, mas me deixaram imaginando se não seria o caso desse pessoal abrir a mente e abraçar outras abordagens, como a programação funcional ou mesmo procedural – não no lugar da, mas em adição à orientação a objetos.

Com ou apesar destas ressalvas, da parte que li até agora, numa escala de 1 a 5 eu daria nota 4 para o livro.

Agora deixa eu voltar pro livro porque eu estou doido pra descobrir quem matou o objeto que apareceu lá no Garbage Collector 😉

Inauguração da Ciclovia da Avenida Paulista

Meu plano original para o último domingo era ir no Fotroca, mas eis que surgiu uma oportunidade que eu não poderia perder: A Av. Paulista seria fechada ao trânsito de veículos para a inauguração da Ciclovia da Av. Paulista.

A oportunidade perfeita para abrir o tripé no meio dos cruzamentos ao longo da avenida e fazer algumas panorâmicas 360 graus – ou como o Google gosta de chamar, photo spheres.

Caso você nunca tenha navegado por um photo sphere, clique na imagem e arraste para os lados ou para cima e para baixo para mudar o ângulo de visão para qualquer direção 360 graus.

Seguem três das que já estão prontas.

 

 

 

Coletei material para fazer outros, mas ainda não terminei de processá-los.

Estes e mais algumas outras dezenas de photo spheres feitas ao redor da cidade de São Paulo podem ser encontrados lá no Google Views.