Porque usar WordPress?

Continuando de onde parei no último post, eu estava escutando o podcast do Tim Ferriss enquanto corria. No episódio em questão, ele estava num bate-papo com Matt Mullenweg, um dos criadores do WordPress.

Entre outras coisas, eu fiquei sabendo que o WordPress havia deixado de ser uma plataforma somente para blogs e tinha evoluído para ser um CMS (content management system – sistema de gerenciamento de conteúdo). Soube também que o WordPress era usado em 22% da web!

Chegando em casa eu dei uma pesquisada e descobri ainda que:

  • Existem por baixo 2.500 temas diferentes para WordPress;
  • Mais de 37.000 plugins;
  • Um dos plugins em particular, o JetPack, cuidava de alguns dos problemas de desempenho que andavam me preocupando lá nos portfólios do 500px;
  • Encontrei vários artigos falando sobre temas de WordPress voltados para fotógrafos e fotografia;
  • Você pode criar seu site ou blog no WordPress.com usando a infra-estrutura gerenciada pela Automattic ou rodar fora do ambiente deles, self-hosted.
  • Existe um amplo ecossistema em torno do WordPress com milhares de desenvolvedores, web designers, etc. Com isto é fácil encontrar suporte.

Decidí prototipar um site no WordPress.com. Em menos de dois dias, eu estava com um protótipo de site com a estrutura básica de navegação montada e com cerca de 50 páginas e mais de 200 imagens no ar.

Estava decidido: Os sites seriam construídos com WordPress!

Comparando os recursos oferecidos pelo WordPress.com com o que eu teria disponível se optasse por self-hosting, ficou claro pra mim que eu teria que partir para o self-hosting. Só para ficar em dois exemplos, nem o Google Analytics, nem o Google Adsense são suportados no WordPress.com, mas existem plugins para ambos na versão self-hosted.

O próximo passo era decidir pela empresa de hosting, mas isso vai ficar para o próximo post…

Restart Part 2: Loading…

No começo do ano passado eu soube que a Donuts tinha começado a operacionalizar uma série de novos gTLDs, entre eles, o .photography.

Num impulso eu comprei alguns domínios diferentes aproveitando o fato de, por conta do “.photography” ter sido recentemente lançado, vários nomes interessantes ainda estavam disponíveis e relativamente baratos.

Fiz o óbvio que foi segurar o meu nome (alfredmyers.photography). Os outros domínios podem ser vistos como uma reserva estratégica para garantir que eu tivesse bons nomes de domínio caso eu viesse a implementar algumas das idéias que eu tinha na cabeça.

Durante boa parte do ano passado eu trabalhei na pesquisa e coleta de material para um segundo projeto que ainda está em andamento e que será hospedado em um dos domínios que foram comprados na época.

Voltando ao alfredmyers.photography, eu decidi implementar o site usando a plataforma de portfólios do 500px. Não demorou muito, no entanto, pra eu perceber suas limitações:

  • Número limitado de templates, ou seja, as diferentes caras que podem ser dadas ao site;
  • Limitações quanto a customização dos templates, ou seja, até que ponto você pode mudar a cara do site depois de ter escolhido um dado template como ponto de partida;
  • Eco-sistema pequeno. O que põe em dúvida a viabilidade econômica e o consequente desenvolvimento contínuo da plataforma. Por exemplo, o braço de venda de prints e wall art do 500px será fechado no final deste ano.
  • Desempenho sofrível. Antes de fazermos um upgrade no plano de banda larga daqui de casa, o primeiro acesso à página inicial do meu site demorava em média 45 segundos para carregar. Neste meio tempo, o visitante era contemplado com nada além de uma espécie de ampulheta. Com boa parte das pessoas migrando sua navegação cada vez mais para dispositivos móveis usando 3G, etc, o desempenho do site era simplesmente inaceitável.

Depois de avaliar algumas alternativas e sendo o control-freak que sou, eu cheguei à “brilhante” conclusão de que deveria estudar os fundamentos de programação web moderna e fazer tudo do zero para ter controle total sobre a plataforma e seu desempenho. Eu já tinha conhecimento anterior de HTML e Javascript. Era só questão de eu me atualizar. Quão difícil a empreitada poderia ser?!? Mergulhei a cara na web e estudei todo o material disponibilizado pelo Google.

O problema é que construir o que eu tinha em mente era uma tarefa dantesca e toda vez que chegava a hora de botar a mão na massa, eu arrumava alguma outra coisa “mais importante” pra fazer. Acho que era o meu subconsciente me dizendo “Isso vai dar merda, Capitão!”.

A questão só foi resolvida recentemente quando, escutando um podcast durante uma corrida matinal, fiquei sabendo de algumas informações e características interessantes a respeito de uma plataforma que eu havia descartado prematuramente e que basicamente eu vinha ignorando até então.

Mas isso vai ficar para o próximo post…