High Performance Browser Networking

Acabei de terminar a leitura do High Performance Browser Networking, uma ótima introdução ao tópico de como o browser lida com a infra-estrutura de rede.

Eu já tinha alguma noção de como a(s) rede(s) pode(m) impactar aplicações rodando em PCs, mas nunca tinha pegado pra ler material que discutisse isto sob o ponto de vista de aplicações mobile, principalmente de apps que rodam quando o celular está conectado a redes 3G, 4G, etc.

Dado que o acesso à internet se dá cada vez mais por redes wireless (Wi-Fi, 3G, etc), o tipo de informação contida no livro é fundamental para o projeto de sistemas que pretendam oferecer um mínimo de usabilidade a seus usuários.

O livro pode ser lido gratuitamente online em https://hpbn.co/, mas se prefere um livro um livro impresso, pode encontrá-lo na Amazon e outras lojas online.

 

Um ano de Poética em Construção

Pessoal, neste sábado (27/08) a partir das 15h o Grupo de Estudos Poética em Construção estará celebrando um ano de atividades e estaremos na Casa Elefante mostrando os trabalhos dos participantes do grupo além de outras atividades ligadas à fotografia.

Estarei com uma projeção da minha série “Bom Retiro Aluga“.

A Casa Elefante fica na Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 277 ali pertinho da Santa Cecília.

Outras informações podem ser encontradas na página do evento.

Seria muito bom tê-lo lá conosco. Aparece lá!

Bye bye, Evernote. Hello once again, OneNote

It makes really, really bad PR removing features from a product – whatever it’s price.

It’s been proven over and over again by behavioral psychology and behavioral economy that most people are much more sensitive to loosing what they already got than earning something new.
It’s all about setting expectations. When you install a trial version, you know the product will eventually stop working because that’s part of the deal.

But when there’s multi-tiered product with different versions containing different features at different price points, most users don’t expect to loose features for a given tier. People don’t expect to be be downgraded even if all they signed up for was the free version.

Definitely, that’s not how to grow a customer base. Quite the other way around.

Bye bye Evernote.
Hello once again, OneNote.

https://www.onenote.com/import-evernote-to-onenote#

Sobre O Estado da imprensa escrita

Hoje pela manhã recebi a newsletter do Estadão.
Entre as notícias, uma me chamou a atenção: As 10 cidades mais baratas do mundo para turistas. E as 10 mais caras.

Clico no link e caio numa página onde só tem imagens. Todas com a mesma legenda:

“O site de planejamento e reserva de viagens TripAdvisor divulgou nesta terça-feira (19 de julho) o índice TripIndex Cidades, que identifica as cidades mais baratas e mais caras do mundo para turistas… … Confira a lista

A ênfase no “Confira a lista” é por minha conta. Não tem lista. Não tem o nome da cidade a qual se refere cada uma das fotos. Não diz quais as cidades mais baratas, tampouco quais as mais caras.

Olhando os comentários, vejo vários leitores reclamando sobre a falta de mais informações.

Faço uma busca no Google e entre as primeiras respostas vem um link para uma “matéria” no próprio Estadão: As cidades mais baratas do mundo para turistas; veja lista.

Ênfase no “veja lista” [sic] por minha conta. Não tem lista. De novo.

Faço nova busca no Google. Desta vez procurando pela fonte, o próprio TripAdvisor. A pesquisa trás links para vários sites que de alguma forma reproduzem a notícia. Finalmente encontro um link para a fonte que está em inglês.

Decido postar o link nos comentários para facilitar a vida de outros leitores.

Vejo o comentário de outro leitor dizendo que o nome das cidades está lá sim. Basta passar com o mouse em cima da imagem, que aparece uma tooltip com o nome da cidade. (In)felizmente, meu celular não tem mouse.

Meu interesse pelo assunto acaba. Já tenho o que eu queria. A informação. Direto da fonte. E a vida segue.

São Paulo Aluga

Ontem fui fotografar o Mercado Municipal de Pinheiros durante a FotoJornada. Depois de ter fotografado o que queria no mercado, resolvi dar uma voltinha pelos arredores.
Mais uma vez, encontrei no comércio reflexos da crise que afeta a nossa economia.
Em pouco mais de meia-hora, fiz 11 fotos de pontos comerciais térreo que estão desocupados esperando que alguém os alugue.
Entre as imagens, o exemplo emblemático de um shopping (de boxes) inteiro posto para alugar.
Por ter uma economia mais diversificada, a crise neste pedacinho de Pinheiros não é tão aguda e visível quanto no Bom Retiro, mas ainda assim, chama a atenção. Clique na imagem para ser redirecionado para o Flickr e ver as 11 imagens captadas ontem.

São Paulo Aluga

A seguir, temos um mapa onde pode-se ver os locais onde foram feitas todas as 164 imagens parte da série. Clique em qualquer marcador para expandir o agrupamento ou para ver a imagem produzida naquele local.

E clicando na imagem abaixo, você será redirecionado para o Flickr, onde poderá ver todas 164 as imagens da série.

São Paulo Fecha as Portas

Sampa Guide

Desde que voltei a blogar, volta-e-meia eu mencionava aqui e ali os projetos pessoais em que vinha trabalhando – não sem um certo mistério.

No post de setembro passado, eu dei um pouco mais de detalhes sobre um deles, o que continha fotografias da cidade de São Paulo, e falei do plano de lançá-lo agora em janeiro no aniversário da cidade de São Paulo.

Pois bem… o dia chegou, mas o site não está pronto…

Mas isso não vai me impedir de “lançá-lo” assim mesmo! Hahahaha!!!

Mesmo que seja uma versão alfa

Veja, o site não está pronto e a realidade é que nunca estará totalmente pronto.

Hoje, o site tem pelo menos 25 páginas cujo conteúdo eu considero estarem prontas.

Outras tantas páginas já tem as imagens, mas falta o texto que os acompanha.

E ainda tem várias pendências de natureza técnica, como por exemplo:

  • A infra-estrutura provida pelo name.com se mostrou instável e com isto volta-e-meia os meus sites hospedados lá saem do ar.
  • Fiz uma customização num plug-in do WordPress e como consequência, toda vez que o plug-in é atualizado – o que acontece de forma automática periodicamente, parte do conteúdo do site “some” até que eu refaça a customização.
  • O desempenho é lento, principalmente por conta do tamanho das imagens.

Para cada um destes itens, eu já tenho idéia do que fazer. Só preciso separar tempo pra isso. Só que a data “bacana” pra lançar o site – no aniversário da cidade – chegou, então vou lançar assim mesmo. Aqui, entre os amigos. Quem sabe no próximo aniversário eu já esteja com a versão “final” pronta. Vamos ver…

Com vocês, o Sampa Guide, um guia para explorar e se perder em São Paulo.

http://sampaguide.com/pt/blog/

Retrospectiva de 2015

2015 foi um ano “interessante”. Depois de bastante tempo onde o plano era não ter plano, eis que resolvi dar uma nova guinada.

Corrida

Voltei a correr no finalzinho de 2014. Vinha treinando bem, ganhei ritmo e cheguei a completar uma meia-maratona. Mas no segundo semestre eu dei uma relaxada nos treinos e pra fechar o ano com uma certa vergonha, saí uma única vez para correr agora em dezembro – e foram míseros 2Km.

A única coisa que salvou dezembro de um vexame total e retumbante foi que esses 2Km foram percorridos descalços no chão duro com o calçamento variando entre pedra portuguesa, asfalto e concreto. Apesar de algumas bolhas no pé, a experiência me fez querer mais.

Retrospectiva 2015 - Corrida
Retrospectiva 2015 – Corrida

Peso

Juntamente com a volta aos treinos, passei a tomar mais de cuidado com a alimentação. Não tanto quanto a quantidade, mas sim com a regularidade e a qualidade do que eu vinha comendo.

Havia mais de uma década que eu não tinha o hábito de tomar café da manhã regularmente. Num dia típico eu chegava até a hora do almoço com somente duas canecas de café com leite no estômago. Isso não faz nada bem para o nível de insulina no organismo.

Por volta de fevereiro ou março, eu procurei passar a tomar café da manhã nos primeiros 30 minutos depois de acordado. E garantia a ingestão de pelo menos 30g de proteína, mais uma porção de carbohidratos e mais uma porção de algum vegetal. Procurei não ficar mais que 3 ou 4 horas sem comer alguma coisa.

Praticamente abolí o consumo de carbohidratos brancos e/ou refinados como arroz, derivados de trigo como pães, macarrão, bolos, biscoitos, etc. das refeições diárias deixando-os para ocasiões “especiais”. A ingestão de carbohidratos vinha basicamente de coisas como feijão, grão-de-bico, lentilhas, etc.

Mas depois de alguns meses eu comecei a relaxar e a coisa descambou de vez em setembro depois que voltei a trabalhar. Apesar de continuar tomando café da manhã, eu troquei o combo proteína+carbohidrato+vegetal por granola – que apesar de relativamente saudável, acredito ser pior do que eu vinha comendo.

De forma geral, continuo seletivo na hora do almoço e raramente pego arroz ou algum tipo de massa. Mas é no intervalo entre as refeições que o bicho pega. Lá no trabalho tem uma mesinha com café, chá, torradas e… biscoitos recheados. E biscoito, você sabe, é basicamente trigo ultra processado, gordura vegetal e açúcar – uma verdadeira bomba. É difícil resistir, então facilita muito quando eu levo alguma coisa de casa.

O resultado da redução da carga de treinos e da relaxada na alimentação é que depois de chegar ao meu melhor peso em provavelmente duas décadas, eu voltei a ganhar peso. Ainda estou melhor que no começo do ano, mas tenho que tomar cuidado por que já são três meses seguidos ganhando peso.

Retrospectiva2015 - Peso
Retrospectiva2015 – Peso

Fotografia

Em 2015 eu praticamente deixei as paisagens naturais de lado e foquei em temas urbanos como street, documental e arquitetura.

Se por um lado eu tive uma pequena decepção quando nenhuma foto minha foi aceita na XIX Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores de Ribeirão Preto, eu tive uma fotografia aceita no 5º Salão Nacional de Arte Fotográfica de São Caetano do Sul, algumas imagens destacadas no blog do Flickr (1, 2, 3, 4), um prêmio no concurso mensal da Angel Foto, etc.

2015 também foi o ano em que a fotografia começou a render algum dinheiro através de licenciamento e da venda de prints.

Livros

Biblioteca Mário de Andrade
Biblioteca Mário de Andrade

Comecei o “ano” em março lendo The 4-Hour Workweek do Tim Ferriss. O podcast do cara é excelente. Ele entrevista pessoas dos mais diversos backgrounds em busca identificar o que as torna únicas em suas respectivas áreas de atuação. Já o livro tem idéias interessantes, mas alguns trechos parecem snake oil. No geral, acredito que valeu a pena ter lido o livro, mas ainda prefiro o podcast.

Uns tempos depois comecei a ler o excelente Capital in the Twenty-First Century – que estava na minha To Do List havia alguns meses. Este é um livro que estou lendo devagar já que em alguns momentos o Thomas Piketty carrega no economês. O bacana do livro, é que o argumento do cara sobre a riqueza, renda e desigualdade é baseada em dados – não em viagens teóricas ou retórica.

A partir de julho eu comecei a comprar alguns livros técnicos para ajudar na construção de um site que estou/estava desenvolvendo. Entre eles, o excelente JavaScript: The Definitive Guide e alguns sobre CSS.

Com a volta ao trabalho em setembro, eu comprei um monte de livros para me atualizar na plataforma Microsoft. Entre eles, o excelente CLR via C#.

A partir do finalzinho de novembro eu voltei a ler alguns livros não-técnicos que estavam na minha To Read List já havia bastante tempo.

O primeiro deles foi o The $12 Million Stuffed Shark: The Curious Economics of Contemporary Art para entender um pouco a economia por trás do mercado de arte. Bem distante (mas muito, muito mesmo) da realidade das minhas “fotinhas”, mas ainda assim, uma leitura bem interessante. Resumindo a estória: Segundo o autor, o mercado de arte contemporânea é movido mais por vaidade, status e marketing do que pela qualidade da arte em si.

Depois peguei pra ler outro livro que estava na lista já haviam vários meses e que volta-e-meia eu me pegava pensando que em algum momento eu tinha que ler: The Information Diet: A Case for Conscious Comsumption

O livro faz uma analogia interessante entre o consumo de informação e o consumo de calorias (alimentos). O texto tem idéias interessantes, mas por ter ficado na wish-list por tanto tempo, talvez eu tenha criado expectativas de mais.

Um insight interessante do livro é que muita gente ao vasculhar a web, jornais ou o noticiário está na verdade procurando por afirmação e não informação. Eles não querem os fatos. Só querem uma opinião baseada em parte dos fatos. A parte que coincide e reforça a opinião deles.

Trabalho

Depois de dois anos de período sabático, em setembro eu voltei a trabalhar com TI. Mais especificamente com o desenvolvimento de sistemas na plataforma Microsoft.

Eu já tinha tido um gostinho do que seria voltar a programar enquanto estudava JavaScript para desenvolver o site para um dos meus projetos pessoais. Mas trabalhando por conta própria – e durante o meu sabático em particular – a realidade é que eu fazia o que eu queria quando bem entendia – o que na prática quer dizer que não saia muita coisa.

No trabalho, a coisa é diferente. É bacana, é desafiador e o que é melhor: Tem resultados palpáveis. Depois de fazer alguma alteração qualquer, basta executar a aplicação ou os testes automatizados com o profiler ligado para ver o resultado do trabalho. Ver um memory leak ir embora ou o tempo de processamento de uma rotina cair de hora e meia para menos de cinco minutos é muito, mas muito legal! É bom estar de volta!

Saideira

Sol, Praia e Cerveja Gelada
Sol, Praia e Cerveja Gelada

2015 foi um ano de despedidas, de encontros e reencontros. Foi também um ano fechar um ciclo e de alguns recomeços.

Que 2016 seja um ano porreta!

 

P.S.: Continuo firme e forte no Cold Shower Therapy há mais de um ano. Saia da zona de conforto!

A Fantástica Fábrica de Cimento

Ontem estive pela segunda vez no bairro de Perus. A primeira vez foi em 2012 pela Jornada Fotográfica. Desta vez, fui pela FotoJornada, sucessora da Jornada Fotográfica – ambas coordenadas pelo André Douek.

Esperava poder fotografar novamente a fábrica abandonada da Companhia Brasileira Cimento Portland, mas desta vez fomos impedidos por uma pessoa que sem qualquer identificação fechou a portão de entrada quando viu a quantidade de fotógrafos que estavam chegando. Segundo esta pessoa, o acesso ao terreno não era permitido – apesar de enquanto estivemos lá na frente, duas pessoas saíram de lá com um carrinho de mão cheio e pelo menos dois carros entraram e outros dois saíram de lá de dentro.

Moradores da região dizem que o local hoje é usado durante os finais de semana e feriados por policiais militares que ali praticam paintball – segundo esta versão, de forma irregular. Aparentemente, 40 fotógrafos andando pra lá e pra cá fotografando tudo ia estragar a brincadeira.

Seguem algumas fotos que fiz dentro da fábrica em 2012:

E aqui algumas fotos que fiz ontem:

Vila Maria Zélia

Ontem estive mais uma vez na Vila Maria Zélia. Desta vez, fui pela FotoJornada organizada pelo André Douek e foquei na coleta de material para elaborar panorâmicas 360 graus.

Deste material, só o primeiro photo sphere está pronto, mas não consigo exibí-lo aqui no blog, pois o site do Google que permitia o embeding de photo spheres (o falecido Google Maps Views, que o Saci o tenha) foi tirado do ar e como efeito colateral a mesma funcionalidade foi retirada do Google Maps. Eles prometeram que a funcionalidade volta até o final do ano, então neste meio tempo, o photo sphere deve ser visto direto lá no Google Maps em: https://goo.gl/maps/uB2NNXFgfSk.

Seguem algumas fotografias feitas em visitas anteriores à vila.